O ruibarbo medicinal (Rheum palmatum L.) é uma planta conhecida pelo uso tradicional de suas raízes como laxativo estimulante de curto prazo. Diferente do ruibarbo culinário, usado em sobremesas, a raiz medicinal contém derivados antracênicos que exigem bastante cautela.

Nome científico: Rheum palmatum L.

Nomes populares: ruibarbo, ruibarbo-chinês, ruibarbo-medicinal, rhubarb root

Origem: China, Tibete e regiões temperadas da Ásia

Partes utilizadas: raízes e rizomas secos, usados em preparações fitoterápicas laxativas

A EMA reconhece o uso da raiz de ruibarbo para tratamento de curto prazo da constipação ocasional. Por se tratar de um laxativo estimulante, seu uso deve ser pontual e não contínuo.

O ruibarbo medicinal não deve ser confundido com preparações alimentícias feitas com pecíolos de outras espécies de Rheum. A parte medicinal é a raiz/rizoma, com composição e riscos diferentes.

Origem e cultivo

Rheum palmatum é uma planta perene de folhas grandes e raízes robustas. Desenvolve-se em regiões temperadas e montanhosas da Ásia, sendo cultivada para uso medicinal há séculos.

A raiz é colhida de plantas adultas, cortada e seca. A qualidade depende do teor de derivados hidroxiantracênicos, substâncias responsáveis pela ação laxativa.

Por ter ação farmacológica mais intensa que muitos chás comuns, o ruibarbo deve ser tratado como planta de uso restrito e cauteloso.

Composição e Benefícios do Ruibarbo

A raiz contém derivados antracênicos, taninos e outros compostos fenólicos. As antraquinonas estimulam o movimento intestinal e alteram a absorção de água e sais no intestino.

Principais benefícios do ruibarbo:

Constipação ocasional

Usado tradicionalmente como laxativo estimulante de curto prazo.

Ação previsível

Preparações padronizadas podem apresentar teor definido de derivados antracênicos.

Uso fitoterápico clássico

A raiz de ruibarbo aparece em monografias europeias de plantas laxativas.

Uso pontual

Seu papel principal é em situações ocasionais, não como chá diário.

Compostos fenólicos

Além das antraquinonas, contém taninos e outros fenólicos.

Modo de Uso do Ruibarbo

Preparações fitoterápicas

O uso mais adequado é em produtos padronizados, seguindo bula, rótulo ou orientação profissional. A dose deve considerar o teor de derivados antracênicos.

Uso em chá

O uso caseiro da raiz em chá deve ser evitado sem orientação, pois a dose pode variar muito conforme a qualidade da droga vegetal.

Contraindicações e Precauções

  • Não usar em caso de obstrução intestinal, doenças inflamatórias intestinais, dor abdominal sem causa definida ou desidratação.
  • Contraindicado para gestantes, lactantes e crianças sem orientação médica.
  • Não usar por mais de curto período sem acompanhamento, pelo risco de desequilíbrio eletrolítico.
  • Pode interagir com diuréticos, corticoides, medicamentos cardíacos e laxantes.

Curiosidades

O ruibarbo ficou famoso na culinária europeia em tortas e compotas, mas o uso alimentar costuma envolver os talos de espécies apropriadas. As folhas de ruibarbo culinário não são consumidas por conterem compostos tóxicos.

Referências

EMA – Rhei radix – herbal medicinal product (EMA)

EMA – European Union herbal monograph on Rheum palmatum L. and Rheum officinale Baillon, radix (EMA)

EMA – Rhubarb root – summary for the public (EMA)

PubMed – Rhubarb anthraquinones and laxative activity (PubMed)

As informações deste conteúdo são apenas informativas e não substituem a orientação de médicos, farmacêuticos, nutricionistas ou outros profissionais de saúde. Apesar de naturais, as plantas medicinais podem apresentar contraindicações, efeitos adversos e interações com medicamentos. O uso deve ser feito com cautela, especialmente por gestantes, lactantes, crianças, idosos e pessoas em tratamento de saúde.